A rede municipal de saúde de Manaus iniciou nesta semana uma mudança no atendimento a pacientes com diabetes na atenção básica. A Semsa começou a capacitar equipes para oferecer insulina glargina pelo SUS.
A medida foi divulgada nesta quarta-feira, 19 de agosto de 2026, e marca a transição da insulina NPH para um medicamento de ação prolongada em públicos específicos da capital.
Segundo a prefeitura, o treinamento começou em 18 de agosto e segue até 3 de setembro. O foco é preparar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e gestores antes do início do abastecimento.
Mudança na rede básica atinge crianças, adolescentes e idosos
De acordo com a Semsa, a glargina será ofertada gratuitamente para crianças a partir de 2 anos até menores de 18 anos com diabetes tipo 1.
O grupo prioritário também inclui pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A definição segue diretrizes do Ministério da Saúde adotadas na rede municipal.
A secretaria informou que 3.750 carpules ou tubetes de insulina glargina foram enviados a Manaus para a fase inicial de implantação do novo fluxo.
O abastecimento das unidades está previsto para a segunda quinzena de setembro, depois da conclusão da etapa de capacitação presencial e complementar dos servidores.
| Ponto | Dado principal | Quando | Quem será atendido |
|---|---|---|---|
| Capacitação | 6 turmas | 18/8 a 3/9 | Profissionais da APS |
| Público infantil | A partir de 2 anos | Na implantação | Diabetes tipo 1 |
| Público idoso | 70 anos ou mais | Na implantação | Tipo 1 e tipo 2 |
| Estoque inicial | 3.750 tubetes | Agosto de 2026 | Rede municipal |
| Início previsto | Segunda quinzena de setembro | Após treinamento | Usuários elegíveis |
Por que a glargina entra no lugar da NPH em parte dos casos
A Semsa afirma que a mudança responde a um cenário de restrição global na produção de insulinas humanas e amplia as opções terapêuticas no SUS municipal.
Na prática, a glargina tem ação mais prolongada e tende a manter níveis de glicose mais estáveis ao longo do dia, com menos variações bruscas.
Conforme a secretaria, a medicação costuma permitir uma aplicação diária na maioria dos casos, enquanto a NPH geralmente exige duas ou mais aplicações.
Esse perfil pode trazer mais conforto ao paciente e reduzir episódios de hipoglicemia, especialmente durante a noite, como detalha a política federal usada como base para a transição terapêutica no SUS.
- Liberação mais lenta e contínua no organismo
- Maior praticidade no uso diário
- Possível melhora na adesão ao tratamento
- Redução do risco de queda de glicose durante o sono
Como o novo fluxo vai funcionar nas unidades de Manaus
O paciente não receberá o medicamento automaticamente. Primeiro, será necessária avaliação clínica em uma unidade da atenção primária ou em serviço especializado.
Se houver indicação, o usuário precisará apresentar prescrição válida, documento oficial com foto e Cartão SUS ou CPF para retirar o insumo.
A dispensação será feita na farmácia da unidade de referência da rede básica. A prefeitura também informou que quem completar 18 anos durante a implantação poderá continuar o tratamento sem interrupção.
Além das oficinas presenciais, a Semsa disse que vai alcançar mais de 1.240 servidores com curso autoinstrucional e divulgação de notas técnicas para os distritos de saúde.
- Passar por consulta na rede pública
- Verificar se o caso atende aos critérios
- Receber a prescrição do profissional
- Retirar a medicação na unidade indicada
O que a mudança representa para moradores da capital
Para as famílias que convivem com diabetes, a novidade indica uma tentativa de modernizar o cuidado na atenção básica, onde grande parte do acompanhamento acontece em Manaus.
Também mostra que a prefeitura quer preparar a rede antes de liberar o insumo, evitando falhas de prescrição, armazenamento e orientação aos usuários.
Em uma cidade com ampla demanda por acompanhamento contínuo, a entrada da glargina pode reduzir idas extras às unidades e melhorar a rotina de parte dos pacientes.
O impacto real, porém, dependerá do ritmo de abastecimento, da triagem correta e da capacidade das unidades em manter acompanhamento regular, como ocorre na rede municipal composta por 270 unidades básicas de saúde.
Dúvidas Sobre a Oferta de Insulina Glargina na Rede Básica de Manaus
A mudança anunciada pela Semsa afeta diretamente pacientes com diabetes atendidos pelo SUS na capital. Neste momento, as principais dúvidas giram em torno de quem terá acesso, quando o remédio chega e como será a retirada.
Quem vai poder receber insulina glargina em Manaus?
A oferta inicial será para crianças a partir de 2 anos até menores de 18 anos com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A liberação depende de avaliação profissional.
Quando a insulina glargina deve começar a chegar às unidades?
A previsão da Semsa é iniciar o abastecimento na segunda quinzena de setembro de 2026. Antes disso, a prefeitura está treinando as equipes entre 18 de agosto e 3 de setembro.
O paciente pode ir direto à farmácia da UBS pegar o remédio?
Não. Antes, é preciso passar por consulta na rede pública para verificar elegibilidade e obter prescrição válida. Depois disso, a retirada será feita com documento oficial e Cartão SUS ou CPF.
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